APAFUNK

  • 22 de jun. de 2011
  • Mundo de Noiz

  •          É um blog que me chamou a atenção pela contextualização - bem aparente por sinal - que faz, não só, entre Funk e Favela/Comunidade, mas posicionando o Funk como uma peça identitária da própria comunidade.  A mesma comunidade que, a partir de movimentos culturais marginalizados - como o samba, antes de se tornar "símbolo nacional" - tenta criar seus próprios espaços, sua própria cultura, seu próprio repertório artístico. Isso se dá pelo ímpeto e audácia de algumas pessoas que, inconformadas com a inacessibilidade à cultura e arte padronizadas pela elite, buscam alternativas acessíveis e que mostrem vínculos com suas realidades. 
             Esses pioneiros começam, então, a criar movimentos (dança, música, teatro...) que carregam em si a percepção de identidade de todo um grupo. Essa identificação leva o grupo a uma agregação em torno do mesmo movimento, fazendo que ele cresça e se dissemine - pelo menos entre iguais. Geralmente os movimentos culturais de massa são considerados contra-cultura, ainda mais quando surgem nas favelas e guetos. Assim foi com a capoeira, o samba...
             E como o caro MC Leonardo falou:
    “O funk é democrático e, por isso, perigoso”

             Concordo plenamente, e acrescento: O funk é agregador. E quando um grupo se agrega em torno de um ideal, um princípio, um fim comum ou mesmo um movimento cultural, é sempre levado a algum tipo de organização (torcidas organizadas, fã-clubes...). Essa organização, inevitavelmente leva a discussões, debates, envolvimento - o que é o passo inicial para a formação de cidadãos mais críticos, que começam a pensar em relação às suas realidades, suas necessidades, seus anseios. E isso é extremamente perigoso para a "ordem" desejada e mantida pelos opressores que fomentam a "ditadura cultural".

    É isso aí Leo, não pode parar!

    APAFUNK

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