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Redes da Maré

...realizando ações com o intuito de interferir na lógica de organização da cidade e contribuir para a superação das desigualdades.

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Cidade do Saber

A instituição foca numa clientela bastante diversificada, em conformidade com os múltiplos vetores de atuação...

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CEDERJ

Oferecer educação superior a distância, gratuita e de qualidade;.

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Favela Mundo

O Favela Mundo conta com profissionais de excelência nas mais diversas áreas da cultura, da educação e da saúde. Um encontro de pessoas com um mesmo objetivo, de transformação e de igualdade social.

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Viva Favela...

O projeto Viva Favela tem como metas a inclusão digital, a democratização da informação e a integração social...

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... Muito além da identidade musical!

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Diálogos Contra o Racismo

Cotas: 10 a 0

  • 26 de abr. de 2012
  • Mundo de Noiz

  • O Supremo Tribunal Federal aprovou, por unanimidade (10 votos a 0), as cotas raciais nas universidades.
    Os ministros do STF consideraram constitucional o sistema de cotas raciais para ingresso de alunos negros em universidades públicas. Segundo o presidente do Supremo, ministro Ayres Britto, "O Brasil tem mais um motivo para se olhar no espelho da história e não corar de vergonha",
    Único negro na Corte, o ministro Joaquim Barbosa afirmou que a discriminação está tão enraizada na sociedade brasileira que as pessoas nem percebem.
    "A opressão racial dos anos da sociedade escravocrata brasileira deixou cicatrizes que se refletem no campo da escolaridade. A injustiça do sistema é absolutamente intolerável."                                                          Luiz Fux - Ministro do STF
    "Aos esforços de uns em prol da concretização da igualdade que contraponham os interesses de outros na manutenção do status quo, é natural que as ações afirmativas sofram o influxo dessas forças contrapostas e atraiam resistência da parte daqueles que historicamente se beneficiam da discriminação de que são vítimas os grupos minoritários. Ações afirmativas têm como objetivo neutralizar os efeitos perversos da discriminação racial."                                                                                                                   Joaquim Barbosa - Ministro do STF
    "A representatividade, na pirâmide social, não está equilibrada. Se os negros não chegam à universidade, por óbvio não compartilham com igualdade de condições das mesmas chances dos brancos. Se a quantidade de brancos e negros fosse equilibrada, seria plausível dizer que o fator cor é desimportante. A mim não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico."                                                                                                                                                              Rosa Weber - Ministra do STF

    Sobre a necessidade das cotas:
    "A melhor opção é ter uma sociedade na qual todo mundo seja livre para ser o que quiser. Isso é uma etapa, um processo, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente."                                                                                                                                                                                                           Cármen Lúcia.- Ministra do STF
    "Aquele que sofre preconceito racial internaliza a ideia, inconscientemente, de que a sociedade o vê como desigual por baixo. E o preconceito, quando se generaliza e persiste no tempo, como é o caso do Brasil, por diversos séculos, vai fazer parte das relações sociais de bases que definem o caráter de uma sociedade."                                                                                                                                                                                    Ayres Britto - Ministro do STF.
    Enfim, as coisas mudam, evoluem, só o "Democratas" resiste e tenta impedir... Democratas?

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    Samba pra inglês ver

  • 23 de fev. de 2012
  • Mundo de Noiz

  • E como anda o carnaval?
    A história das escolas de samba do rio de janeiro se confunde com a própria história das comunidades, e é fácil perceber essa ligação nos nomes das escolas, nos seus fundadores...
    Nos tempos em que o samba era marginalizado, os integrantes das escolas de samba também eram. E esses integrantes eram bem típicos e originais. Os poucos rostos conhecidos que se via nos desfiles eram de sambistas que, apesar de conhecidos, não ocupavam lugar de destaque na mídia.
    Mas com o reconhecimento internacional do Carnaval – notadamente o do Rio de Janeiro – como grande festa popular (o que se revelou grande atrativo turístico), a cara da festa popular começou a mudar.
    Maior visibilidade e consequentemente maiores lucros. Passou a ser interessante investir e aparecer nas Escolas de Samba: artistas, aspirantes a celebridade, grupos corporativos...
    A participação de pessoas da comunidade, própria gênese das agremiações, passou a ficar cada vez mais rara e condicionada a participações coadjuvantes. Basta tentar reconhecer nas rainhas de bateria, nas alas (fantasias fazendo parte de pacotes turísticos) e até mesmo nas comissões de frente, alguma referência do lugar.
    Usando a internet para pesquisar imagens do carnaval carioca, notamos que até a década de 1990, o foco era o folião autêntico. Em imagens mais recentes, muitos artistas e “modelos”, que buscam incessantemente o foco de cada câmera.
    Na verdade, todo esse rodeio foi mera divagação que me veio ao lembrar os antigos carnavais, em que as comunidades faziam o carnaval. 
    Cito isso como um tipo de protesto melancólico, vendo a comemoração do título do carnaval carioca pela Unidos da Tijuca em sua quadra de ensaios, cheia de artistas... e na antiga quadra (desativada) no morro do Borel, a comunidade pioneira da agremiação comemorava sem ser notada, sem bateria, mas comemorava com o coração de folião.

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    Você mora ou se esconde?

  • 14 de fev. de 2012
  • Mundo de Noiz
  • O conceito de cidadania é, inquestionavelmente, atrelado à noção de direitos e deveres, e da participação social do indivíduo. E na amplitude que alcança esse conceito, incorporam-se coisas simples do dia a dia, comuns às pessoas em convívio social - ou pelo menos, é o que deveria ser – como ter um nome, uma identidade, um endereço...
    A percepção de inclusão social é fortalecida pela posse de uma identidade, de uma propriedade subjetiva que nos torne reconhecíveis individualmente em um grupo social. Poder ser o João, o José, a Maria.
    E ter um endereço?
    Ter um endereço significa estar situado, ter uma referência, fazer parte de um lugar, ter uma história...
    Receber uma carta, uma encomenda, referência para emprego, dar o endereço a amigos...
    E quando seu endereço não é reconhecido, ou não existe oficialmente:
    você mora ou se esconde?
    Essa é a realidade que se apresenta em várias comunidades no Rio de Janeiro que não são contempladas adequadamente pelo serviço de correios. As correspondências são entregues em associações, bares, igrejas... exceto nas residências.
    No Borel, as coisas são assim. E na sua comunidade?

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    Ano Novo na Chácara do Céu

  • 2 de jan. de 2012
  • Mundo de Noiz
  • Na comunidade da Chácara do Céu (complexo do Borel), o Ano Novo foi realmente inusitado. Nunca, na história dessa comunidade, se passou uma data festiva - e reflexiva - de maneira tão insólita.
    O dia 31 de dezembro 2011 vai ser inesquecível para os moradores da comunidade, pena que a memória não será das melhores.
    Os moradores foram proibidos pelos policiais da UPP de realizar comemorações com "som alto" ou "funk".
    Lá de cima do morro, os moradores ouviam o som das ruas, os fogos... mas ligar seus aparelhos de som ou chamar amigos para a celebração, nem pensar. Poderia ser entendido como "algazarra" - como dito por policiais.
    Enquanto isso, no posto policial (sede da UPP Chácara do Céu), os policiais se divertiam com bebidas e muito som (alto). Uma verdadeira afronta à comunidade: Faça o que eu mando, não o que eu faço!
    Toda essa ação abusiva culminou, no primeiro dia de 2012, com um episódio de conflito entre moradores e policiais, no qual uma viatura da UPP foi depredada por um grupo mais exaltado.

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    Vestibular Rocinha

  • 15 de dez. de 2011
  • Mundo de Noiz

  • Junto ao processo de pacificação, surgem novas oportunidades. A oportunidade agora é a de cursar uma faculdade pública de qualidade, tendo como campus a própria comunidade. É que,  em janeiro, a Rocinha vai ganhar um polo Cederj onde serão oferecidos quatro cursos universitários a distância. 

    Serão ofertadas 190 vagas para os seguintes cursos: Licenciatura em Pedagogia (Uerj), Tecnologia em Sistemas da Computação (UFF), Administração (Universidade Federal Rural) e Tecnologia em Gestão de Turismo (Cefet).

    As inscrições começam no dia 15 de dezembro e vão até 5 de janeiro de 2012.

    Além do vestibular, a Fundação Cecierj vai oferecer o curso do pré-vestibular social, para quem não pode pagar um curso preparatório, e cursos profissionalizantes na Rocinha, com o CEJA Profissionalizante, que terá cursos a distância.
    É a educação a distância rompendo não só as barreiras de tempo e espaço, mas, também, as barreiras sociais. 

    Como se inscrever
     Os interessados em participar do vestibular devem se inscrever exclusivamente pelo site da Fundação Cecierj (http://vestibular.cederj.edu.br/). A taxa de inscrição é no valor de R$ 63. O período para solicitar a isenção do pagamento da taxa de matrícula e para se inscrever no sistema de cotas vai de 15 a 23 de dezembro. Todas as informações estão no edital do vestibular, disponível na página da Fundação Cecierj na internet. Acesse a página do concurso, clique aqui.
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    Racismo? Não, não somos racistas...

  • 10 de dez. de 2011
  • Mundo de Noiz
  • Nesta semana dois novos casos de racismo - um velado, outro escancarado - foram noticiados. O primeiro caso foi o da estagiária  Ester Elisa da Silva Cesário em um colégio na cidade de São Paulo, que foi orientada a alisar e prender seus cabelos para se adequar ao padrões exigidos pela instituição.O segundo, se deu no Rio de Janeiro, através de um cartaz afixado ao lado da estação de metrô na Pavuna. No anúncio eram oferecidas diversas vagas para pedreiros, eletricistas, e bombeiros que, também, se adequassem aos padrões exigidos por condomínios: SER BRANCO. 
    A minha real surpresa foi que, vendo vários links sobre o episódio da estagiária, acabei caindo num artigo do jornalista André Forastieri, do R7, cujo título é "Nem injustiça, nem racismo: o mundo é assim. 
    Me causou perplexidade o fato de um profissional que alcança um público tão diversificado e que tem a força da mídia para espargir boas idéias, difundir bons exemplos, utilize seu espaço para alimentar o conformismo que mantém calada a grande massa. Cidadania é se conformar com os absurdos? Fato reforçado por seu comentário:
    "A questão de fundo é que no sistema vigente, somos todos mercadoria. Estamos a serviço do retorno sobre o investimento. Tem um milhão de infâmias bem piores acontecendo todos os dias. Preconceito deve ser combatido, mas não vejo racismo no caso, sinto muito. Vejo a necessidade da empresa, na forma de sua diretora, de vender matrículas, e para isso precisam de vendedores que convençam os pais, e se for um clone da Giselle Bundchen terá mais sucesso que a Elisa, na visão da empresa. A visão está correta? Os pais são preconceituosos? Ou estamos todos mais confortáveis em fazer negócios com gente com padrão de beleza anglo-saxônico, exportado por Hollywood, seja no Brasil, Tailândia ou Nigéria? Beyoncé faria sucesso igual se tivesse narigão, beiço etc.? Tá tudo errado no mundo? Pode muito bem ser. Acho que já foi bem pior e tem que ser bem melhor. Mas ele é assim aqui e agora e fingir que não é não muda nada. Muito pelo contrário. Racismo, está no dicionário, é a crença de que uma "raça" é superior a outra. Vamos usar as palavras corretamente, por favor.  " (André Forastieri)
    Se for um clone da Giselle Bundchen terá mais retorno? Claro, na visão do ilustre jornalista O MUNDO É ASSIM. Um mundo criado à imagem e semelhança do homem branco, heterossexual, euro-descendente e cristão. Exatamente este "mundo" que tanto nos esforçamos em mudar para que haja igualdade, tolerância e respeito à alteridade.
    O jornalista fez uma analogia do caso da estagiária ao de um jovem repórter que usou jeans ao realizar uma entrevista, e o trabalho não foi aceito pela direção do jornal (que exigia terno dos apresentadores). Mais uma vez infeliz. Tentativa infame de justificar seus argumentos comparando vestimentas às características individuais (tipo de cabelo, cor da pele...) como se fossem artigos cambiáveis para a satisfação dos padrões estabelecidos por um grupo cada vez mais repudiado.
    “noção de outro ressalta que a diferença constitui a vida social, à medida que esta efetiva-se através das dinâmicas das relações sociais. Assim sendo, a diferença é, simultaneamente, a base da vida social e fonte permanente de tensão e conflito” (G. Velho)
    Obs: Fiz um comentário sobre o artigo, no próprio site, mas pelo visto foi censurado.


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